quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Benfica, o Justiceiro!


"Depois da tempestade vem a bonança", dizem uns. Eu acrescentaria algo, gloriosamente falando: depois de um percalço, a águia levanta voo para ninguém a parar. Foi assim com o Marítimo (empate, em casa, a uma bola) seguiu-se uma série de vitórias e o mesmo é válido para os restantes jogos que perdemos pontos.
Portanto, quando o Benfica não ganha, nos jogos seguintes todos os adversários que defronta pagam a factura. Foi sempre assim, esta época, e há-de continuar. A nossa mais recente prova disso mesmo foi no jogo frente ao Sporting.
Estamos na final da Taça da Liga. Somos o detentor do troféu, pelo que, de certa maneira, tínhamos a obrigação de estar presente na última fase da prova. Missão cumprida. Depois de nos ter calhado - teoricamente, porque não praticamente parece que não! - um dos adversários mais fortes, cumprimos o nosso dever exemplarmente. Fomos a Alvalade ganhar por... 4-1!!! E que deliciosa goleada, frente a um rival, na sua própria casa.
Foram quatro, mas poderiam ter sido mais. Marcaram para nós David Luiz (depois de estar presente na felicidade e infelicidade do último jogo, voltou a dar-nos mais uma alegria, como é hábito neste fantástico e enorme atleta, que é um Benfiquista de coração. E que golo! Um golpe fatal, carimbado pelos seus caracóis, após cruzamento tenso de... Carlos Martins, um ex-sportinguista, que outrora deu muitas alegrias aos verdinhos mas que foi bastante assobiado. Ingratos. Deve ser da azia!), Ramires (o nosso queniano, que me cansa só de o ver correr tantos quilómetros. Pelo sacrifício que faz pela equipa, sobretudo, merecia muito o golo), Luisão (o patrão da nossa defesa que tem tentado a sua sorte em vários jogos, nos lances aéreos. Foi mais um duro golpe de cabeça, bem ao seu estilo, num golo que, por momentos, me fez lembrar um outro golo seu, frente ao Sporting, que se transformou no mote para a conquista do campeonato nesse ano. Talvez, pela carga emocional que acarreta, tenha sido, de facto, um mote para a (re) conquista da Taça da Liga) e Cardozão (o tal jogador que pediu encarecidamente desculpas a todos os nossos adeptos, por ter falhado a conversão de uma grande penalidade. Carregou a culpa consigo, quando na realidade, e na minha opinião, não teve. Cardozo, esse marcador-nato, tanto falha um ou outro penalty muito pontualmente, como nos dá imensas alegrias: é "só" o melhor marcador do campeonato. Faz o melhor que pode, no momento, na certeza que quer sempre fazer o melhor e ter sucesso. Naquele dia não foi feliz, mas acabou por o ser no frente aos lagartos, marcando um e-n-o-r-me golo. Golaço, aliás!!! Daqueles que levantam todo um estádio. Um valente soco - mais um -, portanto, no estômago dos sportinguistas).
Esperávamos um jogo difícil. Não pela qualidade do adversário que, de facto, não a tem. Mas, antes, por ser um jogo atípico no que à atmosfera anímica diz respeito. Um «derby» implica sempre uma grande carga emocional e todos sabemos o quanto as equipas se transformam por piores que elas estejam. Além disso, o Sporting - como se sabe - não está numa fase boa (o leão está em crise e parece que esta veio para ficar!) e neste jogo, muito em particular, jogava toda a (desastrosa) época: do título há muito que está afastado; o mesmo se aplica à Taça de Portugal; a Liga Europa - para eles - não passa de um sonho, pois não têm argumentos para se manter, por muito tempo, nessa competição; resumindo e concluindo: a Taça da Liga seria o único troféu que poderiam conquistar. Nada feito. Começaram mal e vão acabar mal. Problema deles!
O Benfica deu uma grande resposta ao seu último resultado menos positivo e mostrou ao mundo porque é a melhor equipa deste campeonato.
Entramos bem. O fio de jogo típico, a construção, os desenhos tácticos, as belas jogadas, as combinações, a classe, o talento, o esforço, a entre-ajuda,... estavam ali. Todos. Numa noite, "sim"! Por isso, não foi com surpresa que rapidamente começamos a desenhar o final do jogo. A expulsão de João Pereira ajudou, claro. Foi bem expulso. A entrada sobre Ramires, que lhe valeu o cartão... vermelho, foi um atentado à integridade física do seu colega de profissão. Um atentado ao futebol. Previsível: não só é um jogador algo agressivo como estava a jogar contra a sua antiga equipa... um grande sapo que engoliu, não duvido, culminado com uma saída - muito mais cedo - do relvado.
O Benfica foi enorme, gigante, como sempre o é. Sem alguns dos seus habituais titulares - nota-se - jogou e encantou, perante um estádio rendido ao seu futebol, perante imensos benfiquistas que se deslocaram até lá para o ver e apoiar. Grande ambiente, envolvido em euforia, loucura e mística.
Escusado será dizer que fomos os justos vencedores, por mais que tentam tirar algum brilho à nossa exibição e resultado, com acusações e queixas no pós-jogo. Há que saber perder e, sobretudo, reconhecer que são manifestamente inferiores ao Enorme Sport Lisboa e Benfica. Será que custa muito?! Tudo indica que sim...
Façam um vénia!! A Grande Águia, magistral e implacável, está a passar.

Venha, agora, o FC Porto, numa final que promete ser interessante.
O Porto, que sempre desvalorizou a competição - talvez por dor de cotovelo, por nunca a terem ganho. Quem sabe?! -, já se mostra muito interessado na mesma, já que chegou até à final e porque é contra o Benfica. Além disso, é uma taça que o Glorioso tem e ele não. Tudo ajuda e serve de argumento para sobre valoriza-la se ganhar e, "a contra sensu", desvaloriza-la por completo caso perca. A isso chama-se filosofia de como encaram as competições. Atitudes mesquinhas que em nada nos surpreendem.
Esquecem-se, no entanto, que é tudo muito bonito, mas que chegam à final com pouco (ou nenhum!) mérito. Eles que tinham o adversário mais acessível (na teoria, como já mencionei), mas que só o ultrapassaram depois de muito sufoco e alguma habilidades. Acredito que a Académica tenha dada mais luta que o Sporting. Aliás, Os Estudantes mereciam ter ganho o jogo pelo que se debateram dentro de campo. Foram prejudicados e, consequentemente, eliminados. Faz parte.
Talvez fosse mais justo estar a Académica na final, a par com o Benfica. É o Porto, porém, um dos finalistas. Óptimo, era com esse clube que eu queria jogar na final. o Benfica, qual justiceiro, irá pôr o Porto no lugar onde ele nem sequer deveria estar. Acredito na vitória. Acredito que vamos arrasar o dito cujo e, à frente deles, uma vez mais festejar. Até os comemos!!


Para terminar, permitem-me que vos diga o que me vai na alma em relação ao Glorioso, generalizando e reconhecendo a "Obra de Jesus".
Estamos a fazer uma boa temporada, sempre a somar vitórias, tendo um ou outro desaires, mas muito estável e eficaz. Os números falam por si: o Benfica tem um dos melhores ataques da Europa, que esta época - com tantos jogos ainda para realizarmos - já nos rendeu mais golos marcados que o total da época passada, por exemplo.
O trabalho que tem sido feito desde a pré-época até então é notório e indesmentível, pelo que não é qualquer resultado menos bom que o abalará. Seria injusto se assim fosse. Por isso, é natural que me revolte ouvir e ler certos comentários que põem o trabalho, esforço e qualidade de uma época em causa. Ingratidão, não! Não é isso, de todo, característico deste clube, que, em mais de cem anos de vida, sempre primou pelos mais altos valores fundamentais.
Ninguém gosta de perder, meus caros, e nós não somos excepção. Temos a ambição Benfiquista incutida em cada um de nós: "o nosso destino é o de VENCER", pelo que seja natural só querermos ganhar. Mas nós também somos diferentes, para melhor, muito melhor, obviamente. Temos em nós o dom genuíno de APOIAR até à exaustão, seja for o resultado antes e após "o momento", a nossa equipa, de a DEFENDER da maior parte das pessoas (senão todos!) que, por ignorância ou falta de gosto, não cabem no" círculo familiar Benfiquista" e, também, de a LEVANTAR quando caí ou, até, escorrega. Somos únicos, sim. Não é por acaso que - dizem - "não há adeptos como os do Benfica", que fazem tudo pelo clube e que vão até onde eles estão. Eles (equipa) sabem disso, sentem isso.
Só temos de continuar assim: FORTES e UNIDOS, respondendo, por conseguinte, da melhor maneira às críticas e fantochadas, mas sempre dentro de campo. Seja qual for o resultado, a nossa EQUIPA será sempre aquela que amamos, protegemos e reerguemos. Será sempre aquela com quem tanto lutamos, lado-a-lado, como de "uma só" força se tratasse. Aquela, ainda, que dá-nos sempre muitas alegrias.
E é isso que «eles» temem: a nossa FORÇA. Um BENFICA UNIDO, por si só, faz tremer muita gente, levando-os a tomar, dia sim, dia sim, medidas desesperadas e enlouquecidas: a arbitragem volta a fazer parte do prato do dia, com queixas de tudo e todos, com origem em todos os nossos adversários, sejam eles os nossos rivais ou não. A crítica de tudo e todos faz parte, também, dos jogos psicológicos, que têm-se intensificado ultimamente (justifica-se: o calendário começa a apertar e distância não é assim tão pouca!), bem como as queixinhas "aqui e acolá", no CD da Liga, em público, ou outro.

NÓS não precisamos de praticar factos ílicitos para conquistar o que quer que seja. No Benfica trabalha-se, procura-se a sorte e faz-se pela vida, sem rodeios e sem manobras menos claras.
Porque o Benfica é do Povo... porque o Benfica é pela Verdade... custe o que custar.


FORÇA BENFICA!!!

5 comentários:

Jotas disse...

Grande e fantástico texto. Viva o Benfica.

margaridabenfiquista disse...

FABULOSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Tem por aí muito jornalista que não vale um centesimo do que tu vales, pergunto-me se não terás errado na escolha, hummmm penso que não, darias uma excelente jornalista assim como darás uma excelente Advogada, o País só tem a ganhar....
è com imenso orgulho que sou tua amiga

LY
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águia_livre disse...

Numa palavra: SUBLIME
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Viriato de Viseu disse...

Cá está a CATEDRA!!!

O BAÚ DO XEKIM disse...

Olá, Amiga.

Feliz fim de semana pra si e família.

Beijinhos.