terça-feira, 8 de setembro de 2009

Guerreiros - parte I


As últimas novidades do Mundo Benfiquista fazem-nos parar para pensar, quanto mais não seja para nos apercebermos da grandiosidade de cada gesto, de cada detalhe.
A história do Benfica fala por si. É Gloriosa e rica, aliás, em pequenos detalhes que nos enchem de orgulho. É, também, construída por inúmeras pessoas, cujo carácter fala por si.
Já passaram pelo Benfica muitos indivíduos e, como já referi aqui, uns marcam por motivos vários e ficam sempre nos nossos corações, outros não. Esses indivíduos, porém, chegam e partem. A Instituição não... essa fica.
No entanto, apesar de amarmos infinitamente a nossa querida Instituição, de nome Sport Lisboa e Benfica, e apesar de termos a sorte dela ser sempre a mesma, independentemente de quem a constitui, não deixamos de apreciar e admirar as mais diferentes individualidades que por cá vão passando.
Poderia escrever nomes vários, que pelo passado deixam-nos no "estado de alma" que anteriormente referi.
Poderia falar dos responsáveis pela conquista de - pelo menos - um dos 31 campeonatos nacionais ou de outros variados títulos. Não, não o vou fazer.
Hoje, por uma questão de actualidade que, também, merece exaltação, vou falar de alguém que está há três épocas no Glorioso, que ainda não ganhou o campeonato nacional que tanto quer e que, portanto, não sabe qual é a sensação de se sagrar campeão pelo Benfica.
Fala-vos de Maxi Pereira, o Guerreiro.
Maxi chegou à Luz e ninguém sabia muito bem quem ele era. Chegou com os objectivos de se afirmar e de provar que merecia envergar o Manto Sagrado.
Chegou, aliás, a "reboque" do Cebola Traidor. Rodriguez convenceu cedo, Maxi nem por isso.
Com o passar do tempo, foi-se afirmando. Foi, posteriormente, para uma oposição que não era a sua: lateral direito. No meio de trocas de posição, já se notava a raça dentro de campo, sobretudo.
Não é um jogador brilhante, que faz muitas fintas e que joga bonito. Pratica, antes, um futebol simples mas muito eficaz, faz da sua garra uma arma e não são raras as vezes que põe a sua capacidade de sofrimento à prova. É um jogador, que não estando na sua posição de origem, arruma e passa o lado direito a pente fino. Por ele são poucos os que passam. Quando algo sai-lhe menos bem vai atrás do "prejuízo" até conseguir o que quer. Vai, inclusive, ao ataque, ao longo do seu corredor, como um grande lateral que já é, e faz cruzamentos deliciosos. É dos que mais corre e luta. Isto é ser do Benfica!
Recentemente sofreu uma lesão, ainda antes das competições oficiais começarem. Toda a gente teve a oportunidade de ver a sua expressão de desalento, quando o seu joelho saiu "derrotado" de campo.
Começou outra luta. Teve de recorrer à cirurgia no joelho direito, para corrigir uma lesão meniscal. Desde o dia da cirurgia que prometeu voltar em breve...
O tempo que os responsáveis clínicos estimavam para o seu regresso aos relvados era cerca de dois meses. Maxi Pereira, o nosso Guerreiro, recuperou em apenas um (!!) mês. Superou a expectativas e não nos deixa de surpreender. Apesar do infortúnio, fez da dedicação, que lhe é bastante reconhecida, novamente a sua arma.
É um exemplo para todos os profissionais. É um exemplo de força, crença e coragem. É um jogador "à Benfica", com "ganas", um pequeno grande jogador, um Enorme ser humano.
Só lhe falta o título!
Já faz parte da nossa História, da nossa imensa "Lista de Guerreiros", por tudo o que aqui foi dito e porque transborda Mística.
Super Maxi não está aqui de passagem, não faz do Benfica um clube para "dar o salto" - como dizem -, nem está a fazer turismo. Sente o Benfica como cada um de nós, sabe o peso do Manto Sagrado e sabe, também, o quão importantes são os adeptos. Maxi respira e sente o nosso Benfica, que também já é dele.

FORÇA MAXI!! VIVA O BENFICA!!!

3 comentários:

GIL VICENTE disse...

É o nosso guerreiro, Linda Princesa!

Um guerreiro que ama o manto sagrado que veste! Um guerreiro que deixa a pele em campo não pelos míseros tostões mas pela sua convicção, pelo amor a quem o acolheu.

Traidores, nem falemos deles. São coisa tão reles que nem o Glorioso Benfica nem os gloriosos Benfiquistas descem a tal nível. Jogam pelo dinheiro, vendem-se como judas por 30 dinheiros.
Não são nada, ficam na lixeira putrefacta onde estão muito bem.

Mas o nosso guerreiro, que até fez o milagre de curar em meio tempo para ajudar o manto sagrado que quer trazer sempre envergado e juntinho a si, esse é Benfiquista, é um jogador à Benfica!

E que bem que ele está retratado pela nossa Linda Princesa na sua escrita tão bela, sublime e de encantar quem a lê que não se farta de a ler, com os olhos e com a alma, bebendo as palavras, as frases, as entoações, tudo!

Linda Princesa do Benfiquismo mais entranhado que a torna numa Bela Flor do Benfica em plena pujança do seu perfume divinal.

Beijinhos, Linda Princesa

PS: Agora sim, o seu cantinho já aparece como os outros, no lugar que lhe compete e com os dizeres que lhe são próprios.
Penso que o problema está ultrapassado. Alguma definição que estava a atrapalhar, não era?

Beijinhos de novo, Linda Princesa.

águia_livre disse...

Máxi Pereira

Um jogador de eleição

Jokas Princesa
.

pedro disse...

Boas, gostaria de participar no meu blog, enviando crónicas semanais sobre o Benfica, publicadas sob o seu nome?

Se estiver interessado, mande um mail para negociosdofutebol@gmail.com